Este livro compila o melhor da vasta e inestimável obra de
Raimundo Correia, que juntamente com Olavo Bilac e Alberto de
Oliveira, forma a chamada “tríade parnasiana”.
Depois da revolução romântica, que impôs novos parâmetros e
valores artísticos, surgiu no Brasil, na década de 1880 um grupo de
poetas que desejava restaurar a poesia clássica, desprezada pelos românticos.
Diferentemente do Realismo e do Naturalismo, na prosa, o
Parnasianismo representou na poesia uma reorientação em direção ao
princípio do belo na arte, à busca do equilíbrio e da perfeição moral.
Sua poesia representa, no movimento parnasiano, um momento
de descontração e investigação. Sua produção pode ser dividida em
três fases pelo menos: 1) a fase romântica, marcada por influências de
Casimiro de Abreu e Fagundes Varela e é representada por Primeiros
Sonhos (1879); 2) a fase parnasiana, representada pelas obras Sinfonias
(1883) e Versos e Versões (1887), marcada pelo pessimismo de Schopenhauer
— pensador alemão defensor da ideia de que todas as dores
e males do mundo advêm da vontade de viver — e por reflexões de
ordem moral e social; 3) a fase pré-simbolista, onde o pessimismo da
fase anterior busca refúgio na metafísica e na religião e cuja linguagem
apresenta uma pesquisa em musicalidade e sinestesia.
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