Este livro, originalmente uma dissertação de mestrado, trata da experiência clínica da autora no Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) de Itapeva.
Nele, é traçado um paralelo entre o sujeito psicótico e um estudo antropológico sobre os não-lugares na
vida contemporânea
, buscando entender a especificidade desse indivíduo em não ter um lugar, não habitar um lugar, não conseguir enraizar-se e construir história ou referências.
Por meio de uma aproximação entre o que acontece com o psicótico sem-lugar e o que acontece com um profissional de saúde mental que começa a trabalhar nessa área,
o livro aponta
condições para que a singularidade do paciente emerja e para que esse sujeito encontre um lugar no mundo e formas de se relacionar com o mesmo.
Esse jeito de entender e de propor um tipo de “tratamento” para
a psicose
guarda uma estreita relação com a psicanálise, levando os profissionais da área a entender não apenas o que se passa com seus pacientes, mas, também, o trabalho que fazem.